Pai herói

Naquela noite fui dormir como de costume. Após algum tempo de sono profundo, vislumbrei um vulto descendo do céu. Fiquei assustado! Agucei a visão para identificar quem estava se aproximando, mas meus olhos pareciam não me obedecer. Não era uma figura bem definida – os contornos estavam borrados. Já não tinha certeza de estar acordado ou ainda dormindo. Adormeci pensando no meu velho pai, que já não está entre nós, mas aquela figura mais parecia o Super-homem! Tentei encontrar elementos que confirmassem minhas impressões. Não havia nenhuma capa esvoaçante, botas vermelhas, calça colante nem tampouco a letra “S” impressa no peito. Em lugar do topete sobre a testa, um velho chapéu de palha. Camisa riscadinha, calça de brim muito surrada e galochas compunham o vestuário daquela figura que descia em voo quase perpendicular sobre mim. Não havia dúvida: era meu pai!

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