CASA DA FLOR - Acrílica sobre Tela 50 x 70 (Paulo Jorge)

CASA DA FLOR

Acrílica sobre Tela - 50x70

VENDIDA

Acrílica sobre Tela – 50 x 70

Obra criada para ilustrar a capa do livro “A ALDEIA DE PEDRO” – Volume 2 (Antologia Poética), da Aldeia Editora, com lançamento previsto para outubro de 2022.

Tributo a Gabriel Joaquim dos Santos


Gabriel, Bié de Vinuto, era um grande sonhador
Comparado a Gaudí, o arquiteto catalão
O primeiro nasceu pobre, mas grande trabalhador
O segundo, moço fino e com bela formação

Sonhava com uma casinha toda enfeitada em flor
Na salina, sob o sol, ganhava a vida com as mãos
Gabriel, Bié de Vinuto, era um grande sonhador
Comparado a Gaudí, o arquiteto catalão

Recolhia todo caquinho para o sonho motivador
Na folga da lida dura, começou a construção
A Casa da Flor brotou — arte com coração
Nela viveu feliz — na vida, venceu a dor
Gabriel, Bié de Vinuto, era um grande sonhador

Paulo Jorge dos Santos
São Pedro da Aldeia, 16/08/2022.


Poema em formato Rondel escrito para publicação no segundo volume do livro “A Aldeia de Pedro – Antologia Poética” (Aldeia Editora). Minha singela homenagem a Gabriel Joaquim dos Santos, cujo pai — Sr. Benevenuto — foi escravo. Trabalhador simples nas salinas da região, construiu a “Casa da Flor”, sozinho, com as próprias mãos. A casa é toda decorada por belos mosaicos em forma de flor, montados com argamassa e caquinhos de cerâmica, louça, lâmpadas queimadas, ladrilhos quebrados, vidros, conchas e pedras que encontrava nas ruas, com potencial para compor a decoração. Como ele mesmo dizia: “Uma casa feita de caco e transformada em flor”. A obra, hoje tombada pelo IPHAN e INEPAC, é comparada com as belas edificações do arquiteto espanhol Antoni Gaudi. Ambos tinham paixões em comum: amavam a natureza e a religião! Enquanto um dispunha de patrocinadores e recursos, tendo construído palácios, catedrais e outras obras de grande importância, o que o levou a transformar-se em figura de ponta do Modernismo Catalão, o outro nasceu pobre e foi alfabetizado aos 36 anos por um menino — seu vizinho. Sua única obra de arte, uma pequena casinha, somente lhe trouxe notoriedade após seu falecimento, em 03 de março de 1985. Os artistas, representados por suas obras, estarão sempre entre nós e nos deixam uma lição preciosa: a arte não conhece fronteiras.  

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