A PINTORA DO ITAJURU - AST - 50 x 70 (Paulo Jorge)

A PINTORA DO ITAJURU

Acrílica sobre Tela - 50 × 70
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Acrílica sobre Tela — 50 cm x 70 cm.

Sobre a Obra

Obra baseada em foto antiga (Wolney Trindade, 1959), colorizada por Achilles Pagalides, presente no portal MEMORIAL CABO FRIO (https://www.facebook.com/groups/2627635303993761/). Inicialmente foi pintada para participar de uma gincana de pintura realizada em Cabo Frio em comemoração ao centenário da ponte Feliciano Sodré. Posteriormente, realizei a finalização, já que no evento da gincana não foi possível, devido ao tempo escasso. Gosto de terminar minhas obras no estúdio, embora ame pintar ao ar livre, como a personagem do nosso quadro.

A Referência

“Imagem restaurada e colorizada da pintora MARIE LOUISE PINTO DE MATTOS registrando a bela paisagem do Morro do Telégrafo e o bairro da GAMBOA em que mostra em destaque a propriedade do casal BELARMINO SIQUEIRA E ETELVINA COLOTARIA, carinhosamente conhecida como ‘Dona Pequena’. A foto foi tirada provavelmente no final da década de 1950 a partir da extinta PRAÇA DA IGUALDADE, próximo ao Cemitério Santa Izabel, no PORTINHO.

Foto base: Wolney Teixeira, c. 1958

Edição digital: Memorial Cabo Frio.”

(Texto de Achilles Pagalides)

A Execução

Fiz algumas mudanças para melhorar a composição e a colorização.
Conforme citei acima, a foto utilizada como base foi colorizada com o auxílio computadorizado, o que Achilles Pagalides faz com maestria. Todavia, como a colorização feita por inteligência artificial toma por base elementos geográficos e os valores tonais, erros podem ser induzidos. No caso do céu, o Canal do Itajuru e da vegetação tropical, provavelmente há uma base abundante no modelo de dados usado pela IA. Já em materiais industrializados, há de se considerar o lapso temporal. Portanto, realizei algumas adaptações:

(1) A foto parece registrar uma cena de outono ou inverno, com iluminação fria. Mudei para verão, com iluminação da tarde, cujo horário aproximado é 16 horas.

(2) Com iluminação de verão, coloquei o céu em degradê, com presença de algumas nuvens.

(3) Retirei a árvore atrás da pintora para melhor balanceamento da pintura e retirar o sombreamento sobre suas costas. Havia muitos elementos no lado esquerdo, enquanto o lado direito estava esvaziado.

(4) Mudei a roupa e o penteado da personagem, por estar com baixa definição na foto. Mudando o penteado, coloquei uma pregadeira para expor parte da sua face.

(5) Para ajustar a proporção da foto, aproveitando toda a largura, expandi o gramado, deixando o horizonte no terço superior da tela, como determinam as boas práticas de composição. Assim, tive que aumentar a vestimenta da pintora, o que fiz, optando por saia em vez de calça comprida.

(6) Pintei uma trilha no lado direito do gramado, para melhorar a distribuição de elementos. Essas trilhas eram muito comuns na região, onde as pessoas caminhavam e conduziam cavalos sobre os jardins.

(7) Projetei a sombra da pintora sobre parte da tela e a sombra dos elementos sobre o gramado.

(8) Pintei um casal pescando no canal, na base do Morro do Telégrafo.

(9) Realcei as luzes sobre o gramado e demais elementos, melhorando os reflexos sobre o canal.

(10) Atenuei a iluminação dos elementos em segundo e terceiro plano, para realçar a pintora, sua tela e cavalete.

(11) Mudei a maneira da artista segurar o pincel. Nem perto da minha cabeça passou a ideia de ensinar uma artista consagrada a pintar. Juro que foi somente para ficar com a pose melhor.