AMANHECER NO ARCO DO PRÍNCIPE - AST 60X60 (Paulo Jorge)

AMANHECER NO ARCO DO PRÍNCIPE

Título: Amanhecer no Arco do Príncipe

Técnica: acrílica sobre tela.

Tamanho: 60 cm x 60 cm.

Ano: 2026

Artista: Paulo Jorge (paulojorge.art.br)

Descrição:

Esta obra captura a atmosfera mágica e serena do nascer do sol vista sob a moldura arquitetônica do histórico Arco do Príncipe, situado no charmoso bairro da Passagem, em Cabo Frio. O jogo de luzes douradas do amanhecer contrasta com os tons frios e acolhedores da estrutura de alvenaria e dos lampiões, guiando o olhar do espectador pelo caminho florido até a tranquilidade das águas da lagoa. Um convite visual para contemplar a poesia do patrimônio cultural de Cabo Frio sob o olhar sensível do artista.

Obra inspirada em fotografia do artista Ângelo Caravelos (https://www.instagram.com/acaravelos/), que gentilmente permitiu a utilização para esta finalidade.

Execução:

ANJO CAÍDO - AST_30x50 (Paulo Jorge)

ANJO CAÍDO

Acrílica sobre tela – 30 cm x 50 cm

A pintura retrata o famoso monumento do Anjo Caído, localizado nas águas do Canal Palmer (ou Canal Itajuru), no bairro Portinho, em Cabo Frio, Rio de Janeiro.

Sobre o Monumento

  • Origem: A estátua foi erguida em 1907.
  • Inspiração: É uma réplica da estátua grega Vitória da Samotrácia.
  • Curiosidade: Em 1958, uma forte ressaca derrubou a estátua na água, o que lhe rendeu o nome popular de “Anjo Caído”. Antigamente, ela também servia como guia para balsas de sal que passavam pelo canal.

Execução

PASSEIO NO FORTE - AST 90x120 (Paulo Jorge)

PASSEIO NO FORTE

Acrílica sobre tela – 90 cm x 120 cm

O Forte São Mateus é um dos lugares mais interessantes em Cabo Frio. A enseada da Praia do Forte, com suas águas serenas, especialmente no trecho conhecido como “Canto do Forte”, é ideal para um banho de mar em família e ainda oferece o pôr do sol mais lindo da cidade. Mesmo fora das temporadas de férias e dos meses de verão, o local possui atrações imperdíveis, como a visitação ao Forte São Mateus, onde ocorrem exposições de arte de diversos artistas locais.

Sobre a pintura

Pintura realizada com tinta acrílica, em tela com 90 cm de altura por 120 cm de largura.

Imprimação

Imprimação é uma camada base sobre o suporte onde iremos pintar. Eu utilizo para essa função tinta para piso, adicionando uma pequena porção de cola branca. Nem todos os pintores adotam essa técnica, pois tradicionalmente a imprimação é feita com gesso acrílico. Esse processo é aconselhável para reforçar a camada aplicada de fábrica, que visa impermeabilizar o tecido, protegendo a pintura de fungos. Muitas vezes adquirimos telas com falhas na imprimação, o que pode causar problemas futuros.

Observação: nos dicionários da lingua portuguesa, “imprimatura” e “imprimadura” são palavras sinônimas, mas a primeira é mais utilizada.

Imprimatura

Uma técnica tradicional (amplamente utilizada desde o Renascimento) que envolve a aplicação de uma leve camada de cor transparente sobre a tela branca que já foi preparada. É realizada com tinta a óleo bastante diluída em solvente (caso esteja pintando a óleo) ou acrílica bastante diluída em água. Usa-se, convencionalmente, cores terrosas, neutras ou ocres (como Terra de Siena, por exemplo). A função primordial é remover o brilho branco da tela. Isso auxilia o artista a avaliar, de maneira precisa, os valores de luz e sombra (contraste) desde as primeiras aplicações de tinta, além de garantir uma harmonia cromática coesa em toda a obra.

Observação: O termo “imprimatura” é muito utilizado pelos artistas, no entanto, não o encontrei nos dicionários da língua portuguesa. Muitos chamam esse processo de “queimar a tela“. Escrevi um artigo mais completo sobre esse assunto em https://www.paulojorge.art.br/preparo-da-tela/.

Passo a passo

(00) Foto utilizada como base. Foi realizada provavelmente no outono, com clima mais frio. Essa conclusão baseia-se na posição do sol, que, nessa estação, some no horizonte mais à direita. Mudei as cores para quentes ao reposicionar o sol, como aconteceria no verão. Como a proporção da foto era diferente da tela, utilizei a altura e cortei a parte da direita, de modo a melhorar a composição. Também substituí algumas pessoas, adicionando outras para aproveitar os pontos de interesse.

(01) Realizei a “imprimação” e “queimei a tela” de uma só vez, adicionando corante à tinta usada como base (trabalho de preguiçoso, podem achar alguns). Depois, esbocei os elementos.

(02) Primeiras camadas. Mudando o sol, tive que mudar a iluminação e, consequentemente, as sombras. Quem conhece o local sabe que, dependendo da maré, as ondas fluem dos dois lados: a água entra pela esquerda, sob a ponte de acesso à pequena ilha rochosa, e também pelo outro lado, contornando a ilha e retornando pela enseada da Praia do Forte. Esse foi um fator que dificultou a realização, pois a iluminação solar direta incidiu exatamente sobre o encontro das águas.

(03) Bateu o arrependimento… Reposicionei a mulher e a criança para aproveitar melhor a iluminação e o reflexo na areia molhada. Levei o remador mais para o fundo, pois onde estava posicionado havia formações rochosas e água de pouca profundidade. Será que preveni um naufrágio?

(04) Esbocei os elementos reposicionados e melhorei o reflexo do sol na água.

(05) Reflexos, sombras e criação de uma poça d’água. Se havia um buraco na areia, alguém o cavou, o que me levou a colocar o menino transportando um balde de areia e uma pá. Esses brinquedos são muito comuns em nossas praias. Como consequência, temos praias esburacadas e montinhos de areia com certa frequência. Felizmente a maré se encarrega de deixar tudo plano novamente.

(06) Obra finalizada.

A PINTORA DO ITAJURU - AST - 50 x 70 (Paulo Jorge)

A PINTORA DO ITAJURU

Acrílica sobre Tela — 50 cm x 70 cm.

Sobre a Obra

Obra baseada em foto antiga (Wolney Trindade, 1959), colorizada por Achilles Pagalides, presente no portal MEMORIAL CABO FRIO (https://www.facebook.com/groups/2627635303993761/). Inicialmente foi pintada para participar de uma gincana de pintura realizada em Cabo Frio em comemoração ao centenário da ponte Feliciano Sodré. Posteriormente, realizei a finalização, já que no evento da gincana não foi possível, devido ao tempo escasso. Gosto de terminar minhas obras no estúdio, embora ame pintar ao ar livre, como a personagem do nosso quadro.

A Referência

“Imagem restaurada e colorizada da pintora MARIE LOUISE PINTO DE MATTOS registrando a bela paisagem do Morro do Telégrafo e o bairro da GAMBOA em que mostra em destaque a propriedade do casal BELARMINO SIQUEIRA E ETELVINA COLOTARIA, carinhosamente conhecida como ‘Dona Pequena’. A foto foi tirada provavelmente no final da década de 1950 a partir da extinta PRAÇA DA IGUALDADE, próximo ao Cemitério Santa Izabel, no PORTINHO.

Foto base: Wolney Teixeira, c. 1958

Edição digital: Memorial Cabo Frio.”

(Texto de Achilles Pagalides)

A Execução

Fiz algumas mudanças para melhorar a composição e a colorização.
Conforme citei acima, a foto utilizada como base foi colorizada com o auxílio computadorizado, o que Achilles Pagalides faz com maestria. Todavia, como a colorização feita por inteligência artificial toma por base elementos geográficos e os valores tonais, erros podem ser induzidos. No caso do céu, o Canal do Itajuru e da vegetação tropical, provavelmente há uma base abundante no modelo de dados usado pela IA. Já em materiais industrializados, há de se considerar o lapso temporal. Portanto, realizei algumas adaptações:

(1) A foto parece registrar uma cena de outono ou inverno, com iluminação fria. Mudei para verão, com iluminação da tarde, cujo horário aproximado é 16 horas.

(2) Com iluminação de verão, coloquei o céu em degradê, com presença de algumas nuvens.

(3) Retirei a árvore atrás da pintora para melhor balanceamento da pintura e retirar o sombreamento sobre suas costas. Havia muitos elementos no lado esquerdo, enquanto o lado direito estava esvaziado.

(4) Mudei a roupa e o penteado da personagem, por estar com baixa definição na foto. Mudando o penteado, coloquei uma pregadeira para expor parte da sua face.

(5) Para ajustar a proporção da foto, aproveitando toda a largura, expandi o gramado, deixando o horizonte no terço superior da tela, como determinam as boas práticas de composição. Assim, tive que aumentar a vestimenta da pintora, o que fiz, optando por saia em vez de calça comprida.

(6) Pintei uma trilha no lado direito do gramado, para melhorar a distribuição de elementos. Essas trilhas eram muito comuns na região, onde as pessoas caminhavam e conduziam cavalos sobre os jardins.

(7) Projetei a sombra da pintora sobre parte da tela e a sombra dos elementos sobre o gramado.

(8) Pintei um casal pescando no canal, na base do Morro do Telégrafo.

(9) Realcei as luzes sobre o gramado e demais elementos, melhorando os reflexos sobre o canal.

(10) Atenuei a iluminação dos elementos em segundo e terceiro plano, para realçar a pintora, sua tela e cavalete.

(11) Mudei a maneira da artista segurar o pincel. Nem perto da minha cabeça passou a ideia de ensinar uma artista consagrada a pintar. Juro que foi somente para ficar com a pose melhor.

GUERRA E PAZ - AST 30 x 40 (Paulo Jorge)

GUERRA E PAZ

Acrílica sobre Tela — 30 cm x 40 cm.

Sobre a obra

A obra iniciou com pintura ao ar livre, no evento “I ENCONTRO DE DESENHO E PINTURA DO LITORAL”, realizado em Cabo Frio-RJ nos dias 19, 20 e 21 de setembro de 2025, nas dependências do MART (Museu de Arte Sacra e Tradicional).

Ao chegar ao local, cada artista participante escolheu uma cena do museu para pintar. Posicionei meu cavalete no lado esquerdo do pátio, próximo da capela (que eles chamam de “nave”), pois me encantei com a presença de um pequeno canhão “Caronada”, que equipava navios ingleses no século XVIII. O mesmo faz parte do acervo do museu e apontava para o fundo do terreno, onde fica localizado o “Morro da Guia” e sua tradicional capelinha (equipamento turístico da cidade). Escolhi o ângulo mais próximo ao terreno, de modo que o efeito de perspectiva criasse a ilusão de aumento do canhão (foto abaixo, usada como referência para conclusão da obra). Mudei pouca coisa do cenário — aparei ligeiramente a vegetação que encobria a capelinha do Morro da Guia, para deixá-la em evidência.

O Mart

O Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) está vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), uma autarquia federal criada pela Lei 11.906 de 20 de janeiro de 2009. O Museu abriu suas portas ao público em 15 de dezembro de 1982 (42 anos), com a exposição de fotografias “Cabo Frio – Mar, Terra e Povo”, do pesquisador de história e fotógrafo Márcio Werneck da Cunha.

O Mart está sediado no antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos, edificação franciscana, construída ainda durante o período colonial (século XVII), que compõe a paisagem cultural da cidade de Cabo Frio–RJ. Sua preservação é garantida em lei, não somente em nível municipal pela Prefeitura de Cabo Frio, mas também em nível nacional, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Clique aqui para conhecer o MART

Histórico

GUERRA E PAZ - AST 30 x 40 (Paulo Jorge)
LAGO_DO_CAIPIRAO_40x50_(Paulo_Jorge)

LAGO DO CAIPIRÃO

Acrílica sobre Tela – 40 cm x 50 cm.

LAGO DO CAIPIRÃO, Acrílica sobre Tela, 40 × 50 (Paulo Jorge)


Resultado do III ENCONTRO DE PINTURA URBANO CAIPIRA (São Pedro–SP), realizado nas datas 24/04/2025 a 27/04/2025. O motivo da pintura foi um lago, localizado na chácara do artista plástico João Benatti e sua esposa Solange (Sol), onde criam peixes. As árvores e utensílios espelhavam suas imagens na superfície iluminada, produzindo cenário de rara beleza. Uma casinha para pássaros compunha a cena.

A FAZENDA E O AÇUDE - AST 40 x 60 (Paulo Jorge)

A FAZENDA E O AÇUDE

Acrílica sobre tela – 40×50 cm (2020)

CAMINHO DO PONTILHÃO - AST 40 x 60 (Paulo Jorge)

CAMINHO DO PONTILHÃO

CAMINHO DO PONTILHÃO

Acrílica Sobre Tela (40 x 60)

Obra participante de gincana promovida pela ALeART (Academia de Letras e Artes da Região dos Lagos).

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MORRETES - AST 50x70 (Paulo Jorge)

MORRETES

MORRETES

Acrílica sobre tela – 50×70

Vista da Paróquia Nossa Senhora do Porto, em Morretes – PR.

Obra participante na gincana 13/2020, promovida pela ALeART, baseada em foto distribuída pelos organizadores. A foto foi realizada antes de 2011, pois a paisagem atual está alterada na parte do casario à direita (pesquisa realizada em 2021).

Hino de Morretes-PR (trecho)


Com a imponência dos morros altivos,
Que o embate dos anos não vence,
Êia, alerta! Troféus redivivos!
Eia, glorias do Lar Morretense!
(…)

(Composição de 1903)

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BORBOLETAS - AST 30x40 (Paulo Jorge)

BORBOLETAS

BORBOLETAS

Acrílica sobre tela – 30×40

Minha participação na Gincana 10/2021, promovida pela ALeART, baseada em foto distribuída pelos organizadores

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