Minha participação na 22ª Gincana ALeART (Academia de Letras e Artes da Região dos Lagos).
Tive um cachorro chamado Vigilante. Nasci no interior e ele tomava conta de mim desde bebê. Minha mãe me deixava numa esteira e ia ao poço, que era distante, lavar roupa. Eu já engatinhava – contam – mas ele não me deixava sair da esteira. Ninguém se aproximava, nem mesmo uma galinha. Certa vez mordeu meu tio que tentou me pegar no colo. Como achei semelhança entre o cão da foto fornecida como referência e meu antigo cão, nomeei a obra como VIGILANTE.
Rua tradicional do Bairro da Passagem, em Cabo Frio – RJ. (Baseado em cenário antigo retratado por Roger Vianna)
PONTO DE FUGA
Lá fora o vento sopra e os pássaros cantam A porta é um convite à liberdade Mas ao encarar a dura realidade Também é o limite do horizonte
O perigo ora ronda a todo instante No invisível age astuto e traiçoeiro Nosso abrigo acolhedor e aconchegante Quatro paredes que encerram o mundo inteiro
O que era bom, agora insosso e maçante Porta negada, buscamos uma janela Sem dobradiças e trincos – só uma tela Onde pincéis promovem fuga constante
Vista da Paróquia Nossa Senhora do Porto, em Morretes – PR.
Obra participante na gincana 13/2020, promovida pela ALeART, baseada em foto distribuída pelos organizadores. A foto foi realizada antes de 2011, pois a paisagem atual está alterada na parte do casario à direita (pesquisa realizada em 2021).
Hino de Morretes-PR (trecho)
Com a imponência dos morros altivos, Que o embate dos anos não vence, Êia, alerta! Troféus redivivos! Eia, glorias do Lar Morretense! (…)
Minha participação em abril de 2020 na oitava gincana ALeART, baseada em foto distribuída pelos dirigentes.
REALEZA
Se o olhar que ora escapa busca o espaço vão E os caminhos de agora trazem medo e incerteza Nunca percas a esperança, nem o ar de realeza Um dia encontrarás felicidade verdadeira Num mundo bem mais igual sem choro e gemedeira Onde o amor possa habitar o peito de cada irmão.